sábado, 5 de novembro de 2011

2 comentários:

  1. Resumo – Adriana de Azevedo R. dos Santos



    Pares ou ímpares?” Consumo e relações de amizade entre as crianças na formação de grupos para brincar.

    Raquel Gonçalves Salgado da Universidade Federal do Mato Grosso.



    O trabalho que analisei, mostra a relação de consumo e amizade entre as crianças ao formar o grupo para brincar. A autora fez uma pesquisa sobre o consumo e relações de amizade entre as crianças na formação de grupos para brincar em duas instituições de ensino com crianças com faixa etária entre 4-6 anos de idade.

    Para dar suporte bibliográfico em sua pesquisa Salgado recorreu a vários autores como Foucaut, Certeau e Ferreira ressaltando a questão do poder, do consumismo da maneira com que as crianças se socializam no ambiente escolar.
    Ao longo da sua pesquisa a doutoranda, percebeu que uma criança que tinha posse de determinado objeto de consumo assumia um papel de destaque na turma e trazendo para a nossa prática educativa na turma de Educação Infantil nos deparamos constantemente com essa situação.

    Por outro lado, as redes de amizade, segundo Ferreira (2004), podem ser vistas como importantes elementos para o processo de reprodução cultural dentro do grupo, porque é, em última instância, com os pares (ou ímpares) que as crianças interagem para construir e expandir suas culturas.

    De modo geral, o tema abordado é bastante pertinente nesse cenário mundial Capitalista, do consumismo e do poder, as crianças aparecem como protagonistas de experiências que atestam saberes e competências nas suas relações com as novas tecnologias, as informações, as práticas e os valores. Cabe a nós educadores refletir, analisar e trabalhar com estas questões, nas culturas que as crianças produzem em seus cotidianos e nas formas elas se organizam socialmente.


    Publicada na ANPED da 33ª Reunião Anual, Educação de Crianças de 0 a 06 anos.

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  2. “O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”


    Fernando Pessoa





    A Importância da Música para o Desenvolvimento da Criança de Educação Infantil



    O interesse pelo tema surgiu por observar na sala de aula que a criança da Educação Infantil, principalmente, ao ter contato com a música desenvolve a sensibilidade, a criatividade, senso rítmico do prazer de ouvir, da socialização e movimento corporal. A música contribui também para o desenvolvimento psicomotor, sócio afetivo, linguístico, cognitivo, além de ser um facilitador do processo de aprendizagem. Nota-se que a música é algo que está sempre ligado à cultura e às tradições de um povo e de sua época, sendo que ao longo do tempo as preferências musicais da sociedade podem mudar a todo instante, e isso ocorre devido ao avanço tecnológico e a grande influência que os meios de comunicação exercem sobre o homem. A Educação Infantil tem papel importante no início da aprendizagem da criança, antes dela ser inserida na educação, a musicalização já faz parte do seu dia a dia familiar. E cabe a escola proporcionar um ambiente agradável para que a mesma desenvolva suas habilidades com prazer, facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral do ser. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998, p.48), ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, jogos de mãos etc., são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, além de atenderem a necessidades de expressão que passam pela esfera afetiva, estética e cognitiva. Aprender música significa integrar experiências que envolvem a vivência, a percepção e a reflexão, encaminhando-as para níveis cada vez mais elaborados. Sabemos que a música está presentes nas mais diversas situações como: em uma comemoração religiosa, manifestações culturais, festas, na escola e outros. Conforme (BRITO, 2003), a criança relaciona-se com a música muito antes do nascimento quando está ainda no útero da mãe. O envolvimento das crianças com o universo sonoro começa ainda antes do nascimento, pois na fase intrauterina os bebês já convivem com um ambiente de sons provocados pelo corpo da mãe, como o sangue que flui nas veias, a respiração e a movimentação dos intestinos. A voz materna também constitui material sonoro especial e referência afetiva para eles. Logo, quanto mais cedo à escola oferecer para a criança de educação infantil o contato sonoro, mais benefícios no campo dos sentidos o alunado terá. Notamos que a apreciação musical por meio de diferentes estilos musicais leva a criança aprender a escutar e comunicar seus sentimentos como: amizade, amor, respeito, carinho, tristeza, alegria. De modo geral, a utilização da música na escola ainda está presa a datas comemorativas como: folclore, carnaval, festa junina e outros, distanciando-se da proposta apresentada pelos Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil, que é fazer, apreciar e refletir sobre a música. Sabe-se que a música tem uma ligação direta com outras linguagens expressivas da infância: movimento, expressão cênica, artes visuais e realização de projetos, entretanto não se pode deixar de lado o trabalho com a especificidade da música (RCNEI, 1998, p.49). Assim, o educador que compreende a música como linguagem e a utiliza de forma adequada, encontra nela um instrumento importante para o processo de aprendizagem da criança de educação infantil.

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